"Women love us for our defects. If we have enough of them, they will forgive us everything, even our intellects." (Oscar Wilde, The picture of Dorian Gray)
Depois de férias longas em que muitas coisas boas aconteceram para mim, eu me lembrei que tinha um blog e que faltava atualizá-lo.
Muitos dos meus amigos pensam que eu estou deleitado, extasiado com a implosão do PT, mas não. Estou muito triste com tudo isso, sinceramente triste – mas com aquele ar arrogante de quem diz: eu não avisei?
Mas não quero ainda falar disso. Eu quero falar de mulheres. Há uns dois meses atrás, estávamos discutindo na Fatec sobre casamentos, namoros, casos, etc. Foi lá que eu defendi uma idéia que eu tenho – que, honestamente, não tem nada de genial, mas tem um quê de provocante e original.
A idéia é a de que um casamento ou um namoro ou qualquer tipo de relacionamento amoroso heterossexual só pode durar com felicidade e harmonia se uma regra for respeitada: a mulher tem que ser superior ao homem. A idéia é simples, é quase que uma regra matemática, é quase logicamente provável. Não há possibilidade de um relacionamento ser feliz e duradouro se a mulher não for superior ao seu homem.
Mas superior em que sentido? Evidentemente, eu não me refiro à superioridade financeira ou superioridade em termos de beleza, etc. A superioridade em questão é a espiritual-intelectual. Esse tipo de superioridade é aquela que difere as pessoas entre inteligentes ou não, boas ou más, atualizadas ou ultrapassadas, abertas a novas situações e idéias ou fechadas a conservadorismos, a superioridade que faz uns vencerem a seleção natural e a inferioridade que faz outros se extinguirem – me perdoem os biólogos.
Cada um de nós tem um nível de desenvolvimento espiritual-intelectual e um homem só pode ser feliz com uma mulher que lhe é superior e uma mulher só pode ser feliz com um homem que lhe é inferior. Eu lanço o desafio. Mulheres, analisem seus namorados, seus esposos, etc. Homens, analisem suas esposas, suas namoradas. Isto é, se vocês se consideram felizes...
Bom, e aí, a vida e a história se encarregam sozinhas de comprovar essa idéia. Eu, por exemplo, li um artigo sobre Mileva Maric Einstein, brilhante matemática e primeira esposa de Albert Einstein. Há quem defenda que a base matemática da Teoria da Relatividade foi criada por Mileva, que aparece como co-autora da Teoria na primeira vez em que esta foi publicada. A suspeita ganha mais força, segundo o artigo de Fernanda Campanelli Massarotto, quando se lê a correspondência entre Einstein e Mileva e pelo fato de o acordo de divórcio ter estabelecido que, se algum dia, a teoria de Einstein ganhasse o prêmio Nobel, Mileva receberia todo o valor do prêmio. O que aconteceu e fez dela uma mulher rica.
Aqui pode aparecer uma contradição: se Mileva era superior a Einstein por que eles se separaram? Veja bem, eu não digo que todo relacionamento que respeite as “regras naturais de superioridade” (frase engraçada!) será feliz, mas o que eu digo é que esse relacionamento só poderá ser feliz e duradouro se, e somente se, respeitar as tais regras.
Atenção, eu não estou dizendo que todas as mulheres são superiores a todos os homens. Por exemplo, há mulheres que são infinitamente inferiores nesse sentido do que alguns homens. O que eu digo, é que as pessoas se relacionam e, naquele relacionamento, se a mulher for superior intelectualmente e espiritualmente ao homem, eles têm chances de ser muitos felizes, do contrário, não.
O mais engraçado é perceber como essa procura do homem por um ser superior e essa procura da mulher por um ser inferior se dá de maneira tão instintiva e inconsciente.
Eu não quero parecer falsamente feminista. Não sou. Às vezes, sou até um pouco machista. Mas eu não posso cegar meus olhos. Não vou dar uma de Lula que não vê nada, não sabe de nada.
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