O Tratado de Versalhes (1919)
O Tratado de Versalhes, assinado ao final da 1ª Guerra Mundial, é considerado por muitos historiadores como um dos eventos causadores da ascensão do partido nazista na Alemanha, bem como da participação de alemães e italianos na 2ª Guerra Mundial.
A população alemã, as elites econômicas, a classe política e o exército nunca se conformaram com os termos do Tratado e o consideravam uma humilhação para a Alemanha.
As conseqüências dessas duras reprimendas seriam um sentimento de vergonha nacional na Alemanha, de uma grave situação econômica e do surgimento de agitações nacionalistas.
A crise de 1929
Depois de terminado o mandato de Woodrow Wilson (do partido democrata), em 1921, os Estados Unidos experimentaram uma série de três presidentes do partido republicano. O liberalismo nos moldes pensados por Adam Smith era fortemente embraçado por políticos do partido republicano, especialmente no que diz respeito a não-intervenção do Estado no funcionamento da economia. O pensamento era de que o mercado podia regular-se sozinho e a intervenção estatal era prejudicial.
A crise econômica de 1929 ocorreu basicamente por haver uma superprodução de um lado e uma saturação do consumo de outro. Com empresas produzindo mais e mais sem ter a quem vender tantos produtos o prejuízo era certo. Mesmo assim a especulação financeira mantinha os preços das ações dessas empresas artificial e incrivelmente altos. Quando os investidores se deram conta disso já era tarde, houve uma corrida de acionistas tentando vender suas ações e recuperar o dinheiro, mas àquela altura, as ações antes milionárias eram folhas de papel sem nenhum valor.
A ascensão do partido nazista
Com o fim da 1ª Guerra, foi instaurada a chamada República de Weimar, sistema de governo baseado no presidencialismo parlamentarista. Os governos contavam com forte desaprovação popular, em grande parte devida à incapacidade de ação provocada pelas restrições impostas pelo Tratado de Versalhes. Em 1919, foi fundado o partido nacional-socialista dos trabalhadores alemães, partido nazista. Em 1923, os militantes do partido nazista tentaram um golpe fracassado, o Putsch de Munique, que redundou na prisão de vários militantes, dentre eles Adolf Hitler. Na prisão, Hitler escreve o livro Mein Kampf (Minha Luta), no qual assenta as bases ideológicas para as ações que seriam tomadas pelos nazistas nos anos a frente. Dentre elas se encontram a explicação pseudocientífica da pureza ariana, ou seja, os alemães eram herdeiros da raça pura ariana e deveriam manter essa pureza eliminando misturas com judeus (especialmente), ciganos, negros, deficientes físicos e mentais, etc. Também Hitler promove o totalitarismo, segundo o qual nada deve ocorrer à margem do Estado, as pessoas devem devotar a sua vida ao fortalecimento do Estado. Hitler se posiciona radicalmente contrário ao comunismo e embraça a teoria do espaço vital, isto é, o domínio de territórios indispensáveis para a segurança e prosperidade da raça ariana e do Estado alemão.
Dias após a posse de Hitler, os nazistas atearam fogo ao parlamento, atribuindo a culpa aos comunistas. Com essas e outras manobras políticas, mais a morte do presidente alemão, Hitler conquistou o controle absoluto do governo e adotou o título de führer.
3 comentários:
Exelente comentário.
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Muito bom!
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